Realidade aumentada começa a transformar o mundo do trabalho

Créditos: Pixabay
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Adicionar uma camada de informações virtuais ao mundo real, com ajuda de uma tela ou lente. Essa é a ideia por trás da realidade aumentada, tecnologia que foi apresentada ao mundo em 2016 por um dos grandes sucessos dos games na temporada: Pokémon Go. Com mais de 500 milhões de downloads, o jogo que fez todo mundo caçar monstrinhos na tela do celular é uma amostra do potencial da realidade aumentada, que pode mudar radicalmente o mundo do trabalho no futuro.

De acordo com um relatório da consultoria Markets & Markets, o mercado global de realidade aumentada poderá movimentar US$ 117,4 bilhões em 2022. Menos otimista, um estudo divulgado pelo banco Goldman Sachs no início de 2016 aposta que as tecnologias de realidade aumentada em conjunto com a realidade virtual valerão US$ 80 bilhões até 2025.

Pokémon Go fez as pessoas se acostumarem a ver informações na tela de um jeito diferente, mas era rudimentar. O jogo não interagia com o mundo real, avalia Tuong Nguyen, analista de pesquisas da consultoria Gartner.

Ao contrário de sua “prima” realidade virtual, que aposta na imersão para entreter os usuários com jogos e experiências audiovisuais, a realidade aumentada deve ter sua principal aplicação na área corporativa. Isso porque os dispositivos com alto poder de processamento para suportar a realidade aumentada ainda estão em fase de desenvolvimento e/ou são bastante caros: o Hololens, óculos revelados pela Microsoft em janeiro de 2015, são hoje vendidos nos EUA e em outros sete países em uma versão para desenvolvedores por US$ 3 mil – ainda não há previsão para venda no Brasil.

“É um dispositivo caro para os consumidores – mesmo para quem for empolgado com tecnologia e quiser jogar Minecraft numa mesa”, avalia Nguyen, da Gartner. A própria Microsoft reconhece que, no primeiro momento, o dispositivo será mais acessível para o uso corporativo. “É um notebook colocado em um óculos na cabeça do usuário. Até chegarmos em uma economia de escala, sabemos que os primeiros beneficiários serão as empresas”, diz Richard Chaves, diretor de inovação da Microsoft Brasil.

Para Nguyen, a realidade aumentada deve mudar radicalmente três áreas importantes: design, educação e treinamento, além de serviços de manutenção e inspeção. “Pense que você é um técnico que precisa ir a campo. Todas as informações do seu manual poderão estar nos óculos. Caso você erre algo, poderá transmitir um vídeo para seu chefe – e ele poderá te ajudar ou assistir depois”, diz o analista da Gartner.

A Microsoft não trabalha com estimativas de quantos exemplares do Hololens pretende vender, mas o potencial é alto: segundo dados da consultoria Pricewaterhouse Coopers (PwC), existem 110 milhões de trabalhadores “sem mesa” em todo o mundo, que poderiam ser mais produtivos usando óculos de realidade aumentada.

E esse é um mercado que não deve ficar só com a Microsoft: outras gigantes já demonstraram interesse no setor. A sul-coreana Samsung diz trabalhar em um dispositivo próprio, enquanto o Google aposta na MagicLeap, startup da Flórida cujos primeiros testes impressionam – com direito a baleias no meio de um auditório.

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A Autodesk – responsável por softwares de design e arquitetura como o AutoCad – aposta em aplicações mais próximas da vida real. Segundo Raul Arozi, especialista em manufatura da Autodesk, o uso dos óculos pode ajudar em obras, tanto para evitar acidentes, como furar um cano oculto na parede, como para demonstrar uma planta.


Matéria completa em: http://link.estadao.com.br/noticias/inovacao,realidade-aumentada-comeca-a-transformar-o-mundo-do-trabalho,10000095185

 

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