Os mitos dos Chatbots

Créditos: Freerange Stockand
Créditos: Freerange Stockand

Chatbots, historicamente difamados como “inteligência artificial fraca”, finalmente estão evoluindo de patinho feio a cisne. De acordo com previsões recentes, o mercado de chatbots será grande – tão grande que pode matar o Google, gerando o fim das apps e da busca como nós conhecemos – pelo menos é o que a Forbes e o The Wall Street Journal disseram.

A sorte está lançada. Startups estão nascendo a todo momento e o dinheiro está fluindo. Mesmo nestes tempos incertos.

Mas o que é um chatbot, e o que eles realmente podem fazer? Aqui estão cinco mitos esclarecidos:

Mito 1: Chatbots e bots são a mesma coisa!

Um recente artigo na TechCrunch afirmou: “bots são pequenos programas que se integram com uma plataforma de chat e proporcionam algum tipo avançado de funcionalidade de uma forma bastante fácil.”

Tecnicamente, chatbots são programas que respondem ao texto de linguagem natural e, opcionalmente, entradas de voz de uma forma humanoide. Eles podem executar tarefas dadas e comandos específicos, mas a sua razão de ser é que eles funcionam através de mensagens de texto.

Aqui estão alguns “sinônimos” recentes utilizados para chatbot: assistente pessoal / agente, Siri, “inteligência artificial,” X.ai (onde X significa coloque-o-nome-da-empresa-aqui e registre um domínio .ai) e  Diálogos com Watson (da IBM).

Os chatbots que estão proliferando hoje são claramente a possível solução para um mundo de interfaces conversacionais que interpretam o que nós falamos. Porém, desenvolver software que entende linguagem natural (por exemplo, Português), é um problema, muito, muito difícil.

Créditos: Freerange Stockand

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Mito 2: Desenvolver um chatbot é fácil!

Desenvolver um chatbot dá trabalho. Ou uma tonelada de dados (ou dinheiro) […]. Mesmo assim, o aprendizado de máquina não é fácil. É por isso que uma empresa como a Facebook, apesar de investir pesadamente em inteligência artificial (redes neurais etc), também está usando supervisão humana para construir o M (o assistente pessoal do Facebook).
A maioria dos chatbots são sistemas baseados em regras que empregam uma forma de “inteligência artificial fraca” chamada de padrão de correspondência. Os desenvolvedores devem manualmente criar regras para governar as respostas do sistema e às entradas de dados. Isto implica adivinhar o que um ser humano vai dizer, com todas as possibilidades de combinações de palavras, ou seja, extremamente difícil!
[…]
Desenvolver robôs para entenderem tudo como: Siri/Cortana / Google Now / Mitsuku, que procuram responder a todas as questões é o caminho mais difícil, existem maneiras mais fáceis para pedir comida ou fazer uma reserva.

Mito 3: Chatbots são burros / sem muita utilidade!

Chatbots podem atender e automatizar conversas com os usuários finais em escala, através de plataformas mensageiras. Eles vivem em sistemas de mensagens, robôs, hubs. Os usos mais comuns incluem publicidade, assistência, atendimento ao cliente, e-learning, entretenimento e muito mais.

Mensageiros em si tem sido apontado como uma forma de “interface universal”: para fornecer informações e serviços, as empresas mantêm sites, aplicativos nativos, chat, fóruns, FAQ, carrinhos de compras, redes sociais, etc. Conectar estes dados vale ouro. Identificar o que as pessoas realmente querem através de suas consultas é o que faz crescer a demanda e cria negócios que podem valer bilhões de dólares.

Mas desenvolver um bom chatbot não é fácil. E um chatbot ruim gera uma experiência terrível para o usuário. Quem nunca se irritou ou gritou quando uma voz de robô diz: “Sinto muito, eu não entendi isso. Por favor, vá para o passo cinquenta e sete “?

Os dados indicam que desejamos robôs inteligentes, que saibam o que os usuários querem.

Há um longo caminho entre os chatbots e o nível humano de habilidades de conversação. No entanto, eles podem recordar detalhes de conversas anteriores, aprender sobre qualquer assunto, manter o contexto, mudar de assunto e conduzir o diálogo para um objetivo. Eles também podem interagir com APIs para enviar e receber dados, por exemplo, completar um pedido ou verificar as informações de forma dinâmica. Claro, você pode “quebrar” o chatbot se você tentar. Chatbots não podem – e, mais importante, não devem – fazer tudo. […] Em última análise, à medida que cresce a demanda, mais os chatbots vão evoluir!

Mito 4: Chatbots devem te enganar e pensar como humano!

Historicamente, os testes de Turing encorajaram especialistas como indicadores da “verdadeira inteligência artificial”. Mas isso é falho, porque erros de digitação, exclamação, smiles e emojis podem convencer qualquer um que você é um garoto de 13 anos. Por que os chatbots não podem se revelar o que eles realmente são?

A verdadeira questão é: queremos nossos dispositivos respondendo de forma humana? Conversa fiada é um impulso humano básico. Queremos interações humanas, porque somos humanos, e é claro que emocionalmente esperamos isso das máquinas. 

Mas há momentos que isso pode fugir do contexto e do objetivo. Um chatbot de uma companhia aérea com um avatar bonito, que poderia perguntar: “Você quer vir comigo” “? Onde você gostaria de ir nas férias”?

Desenvolver software que pode compreender a linguagem humana é um problema muito, muito difícil.

Os dados indicam que desejamos personalidade humana nos robôs. Por exemplo, Mitsuku, um chatbot premiado projetado para entreter, não para oferecer ajudar, tem milhões de conversas semanais via web, Kik e outras aplicações que acessam seu “cérebro” via API. Como Xiaoice da Microsoft, Mitsuku e é extremamente popular. Muitos consideram-lhe um amigo. Alguns dizem: “Eu te amo”.

 

Mito 5: Chatbots vão matar o Google! (e talvez as pessoas, também!)

Pessoas: vocês provavelmente estão seguras por enquanto. São robôs com armas que você deve temer.

Assim, se “mensagem é a interface universal”, “O Futuro” pertence aos chatbots?

[…]

Apesar do alvoroço na mídia, poucas plataformas evoluíram além da fase experimental. WeChat e WhatsApp atualmente encerram e banem contas de chatbots.

[…]

Eu acredito que o futuro não reside em um único assistente para o consumidor, mas em um ecossistema onde os desenvolvedores e criadores de conteúdo podem facilmente criar, implantar e reutilizar chatbots em muitas plataformas abertas.


Texto traduzido e adaptado fonte: https://techcrunch.com/2016/02/16/on-chatbots/

 

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