O fim dos apps está próximo?

Créditos: Freerange Stockand
Créditos: Freerange Stockand

Não é novidade aqui no blog, no Brasil e no mundo o quanto nossa forma de interagir com o mundo digital mudou, principalmente a nossa relação com os mensageiros e o futuro da comunicação. Separamos mais uma matéria sobre o tema mais quente do momento, confira alguns trechos aqui:

[…]

O Google entrou na festa com o Android e a coisa explodiu. Como consumidores, passamos a baixar, testar e descartar aplicativos sem remorso nem pesar. Entupimos nossas telas de ícones, e como é do feitio humano, pedíamos mais.

Eram tantos os aplicativos, e tão pesados, que as fabricantes de smartphones começaram a criar versões com maior capacidade de armazenagem, a preços escalonáveis.

Por mais espaço, nós pagávamos. Apaixonados pelos apps, não vimos o que estava bem na nossa cara: que um mundo abundante em apps sempre foi uma ilusão.

E assim como o tempo verbal deste texto até aqui, cada vez mais faz parte do passado.

O processo de desenvolver um aplicativo tem se mostrado cada vez mais custoso e ineficaz, uma vez que um app esquecido na terceira tela de um smartphone não tem valor nenhum. Mas custa horrores para desenvolver.

[…]

Para onde vamos agora?

Para concluir, quero apontar duas grandes tendências que devem chacoalhar a appeconomy nos próximos meses (em era de Pokemon Go, é difícil falar em próximos anos).

Inteligência artificial no modo real.

Todos os gigantes de tecnologia estão na corrida para integrar inteligência artificial nas experiências dos usuários em seus dispositivos e plataformas — engajando ainda mais os usuários em seus canais e jogando pra escanteio os aplicativos.

Depois de alguns alarmes falsos nos últimos anos, parece que agora os robôs vão fazer parte das nossas vidas de verdade.

O Facebook já permite a integração de “chatbots” (saiba mais aqui) no Messenger. Além disso, o próprio Facebook está lançando o M, seu bot proprietário.

Experiência de navegação web em smartphones está no ponto da virada.

Há algum tempo a experiência mobile de sites (os chamados sites responsivos) é uma condição obrigatória para qualquer marca que se preze. A ideia de Progressive Web Apps foi um estímulo adicional, diminuindo a distância entre a experiência dos aplicativos e dos websites mobile.

E eles estão evoluindo tanto que podem oferecer uma experiência melhor do que um aplicativo, com a vantagem de rodar em qualquer dispositivo e browser — reduzindo absurdamente o custo de desenvolver um aplicativo específico para cada sistema operacional (majoritariamente iOS e Android, mas também Windows Phone).

[…]

Estou lendo sinais, juntando pontos e tentando encontrar padrões. Talvez eu esteja terrivelmente enganado. Talvez não.

De qualquer forma, se você está pensando em desenvolver um aplicativo, pense duas vezes. Talvez o melhor seja abraçar as novas tecnologias e tendências ainda cedo — enquanto ninguém está olhando – e já ir se posicionando para o futuro que está por vir.

No mundo digital, a única forma de não morrer é estando um passo a frente. E torcer para não estar diante de um abismo.

Veja a matéria na integra: https://work.tera.global/o-fim-dos-apps-est%C3%A1-pr%C3%B3ximo-69f99a48b802#.ibwo5ami3

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