A invasão dos sistemas inteligentes

Créditos: Pixabay
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Os sistemas inteligentes estão invadindo nossos lares e as nossas vidas: seja na forma de robôs simples e aparentemente inofensivos – como aspiradores de pó robóticos – ou através de sistemas bem mais sofisticados – como carros sem motorista ou robôs de aplicação industrial ou de companhia.

Se você ainda não percebeu esta revolução radical que está ocorrendo ao seu redor, então está na hora de prestar mais atenção. As máquinas são capazes de “aprender” através de técnicas da computação chamadas de Aprendizado de Máquina (Machine Learning), que incluem o uso das redes neurais artificiais, aprendizagem profunda (Deep Learning), sistemas evolutivos e algoritmos genéticos, entre outras técnicas.

 

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Empresas como Google, Microsoft, IBM, Amazon, Nvidia e Facebook têm investido pesadamente em aprendizado de máquina e em Deep Learning.

As máquinas vão ainda mais longe, literalmente, pois os robôs estão deixando de ser apenas braços manipuladores industriais. Até pouco tempo atrás, eles eram pesados, ficavam presos a uma base e operavam longe dos humanos para evitar acidentes. Em vez de ficarem repetindo tarefas “burras”, eles estão passando a interagir com os humanos: são os chamados robôs colaborativos. Agora, eles têm a capacidade de se locomover, ficaram mais parecidos conosco e – com a ajuda de sensores e de dispositivos que reproduzem a percepção e sentidos humanos – podem interagir e colaborar conosco nas empresas, como numa verdadeira equipe. Rapidamente, os robôs estão se integrando a nossa sociedade como já ocorreu com outras tecnologias, da TV ao telefone celular.

Tantos avanços podem levantar questões acerca da segurança: devemos ter medo da inteligência artificial? Das máquinas que aprendem e dos robôs? A questão é interessante.

Se os robôs são capazes de aprender, um dia vão perceber que os tratamos como escravos, já que eles trabalham para nós de graça; que eles morrem quando ficam obsoletos. Eles vão descobrir que muitos humanos mentem, trapaceiam e não são confiáveis. E que somos capazes de matar outras pessoas de começar grandes guerras.

Não se preocupe, por enquanto. Ainda somos capazes de “desligar os robôs da tomada”, já que somos mais espertos. Mas até quando será possível fazer isso?


Matéria completa em: http://link.estadao.com.br/noticias/geral,a-invasao-dos-sistemas-inteligentes,10000096441

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